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Este cantinho destinei ao folclore a as danças típicas de nosso país.

 Vaca

É a cultura de um povo, suas crenças e festas populares.

Uma das histórias que são mais contadas, passando de geração a geração, sem nunca ter sido comprovado, porém conhecida, são as LENDAS.

O Saci-Pererê

Quem nunca ouviu falar do Saci-Pererê? É o famoso negrinho de uma perna só, que usa um gorro vermelho e fuma cachimbo.

Ele aparece sempre ao anoitecer e adora fazer uma brincadeira. Assusta os animais, esconde coisas e adora andar a cavalo, trançar sua crina e sair disparado.

Quando tem pressa, sair disparado rodopiando sua perna e fazendo fumaça.

O saci pererê é a lenda mais famosa do nosso folclore, e tem aqueles que juram que já viram um.

Mula-Sem-Cabeça

O barulho de seus cascos deixa qualquer um de cabelo em pé.

Ela não tem cabeça, consegue relinchar e sai fogo pelo pescoço. Aparece as sextas-feiras à noite, e para que ela não te pegue é preciso esconder as unhas e fechar os olhos.

Iara, a Mãe D'Água

Dizem que seu canto atrai os homens até as águas. É uma linda mulher metade peixe. Ela protege as águas doces e os índios também a chamam de mãe d’água. Aparece sempre no fim das tardes sentada a beira dos lagos para cantar e ver seu reflexo na água, muito vaidosa enfeitiça o homem que tenta se aproximar dela, matando-o afogado.

O Curupira

Seu visual é radical, é baixinho tem olhos e cabelos vermelhos, é verde e seus pés são virados para trás. Considerado o protetor dos animais e das plantas, assusta todos que se aproximam para destruir a floresta. Os índios deixam presentes pela trilhas, como flechas e flores para que possam caçar para matar sua fome e o curupira não castigá-los.

O Boitatá

Dizem ser uma gigantesca cobra de fogo que aparece para perseguir todo aquele que coloca fogo nos campos, na floresta e nas matas. Sua aparência é assustadora e muitos juram já ter sido perseguido.

O Boto

O boto é uma espécie de golfinho que vive no rio Amazonas, contam que ele se transforma num lindo rapaz que se senta à beira do rio para atrair as moças, elas se apaixonam e sofrem porque ele nunca mais volta depois que as namoram. É um galanteador incorrigível, sua meta é sempre seduzir novas moças que se aproxima do rio.

Negrinho Pastoreiro

Lenda famosa no interior do Rio Grande do Sul. Contam ser um fantasma que cavalga pelos campos e sempre que alguém precisa de ajuda para encontrar coisas perdidas, ele aparece pronto a ajudar, depois desaparece num piscar de olhos.

Alamoa

É o vulto branco de uma mulher linda, nua, loura, que aparece a dançar na praia, iluminada pelos relâmpagos de uma tempestade que se aproxima.

Reside em um dos picos da ilha, para onde leva os homens que se aproxima por ela. Lá, transforma-se em caveira. (Mito da ilha de Fernando de Noronha)

Alma do Padre Aranha

Assombração de rancho e encruzilhada, que surrava tropeiros vadios. Se deixavam uma correia largada no chão, esta começava a dobrar e dava-lhes uma surra. (Corrente em São Paulo).

Ana Jensen

Mulher que judiava de escravos. Agora, aparece nas ruas de São Luís, no Maranhão, em carruagem tomada pelo fogo e puxada por cavalos sem cabeça.

Angoera

Índio guarani, homenzarrão atlético, sisudo e calado. Batizado, tornou-se folgazão, alegre, doido por danças. Vive a brincar dentro das casas, sem ser visto. Até sapateia o fandango.

Anhangá

Veado com olhos de fogo, que além de enganar os caçadores, desviando o tiro de suas armas rumo às pessoas queridas, traz febre e loucura para quem o vê. (Mito geral no Brasil).

Arranca-Línguas

É um macaco-homem, enorme. Atordoa e mata os animais a murros. Alimenta-se das línguas de bois e vacas. (Mito de Goiás)

Barba-Ruiva

Homem encantado. Tem cabelos e barba avermelhados, ruivos. Costuma aquecer-se ao sol, deitado na areia da lagoa. Quando sai da água, apresenta barba, unhas e peito cobertos de lodo e lama. Gosta de pegar mulheres para abraçar e beijar. Não faz mal a ninguém. Vive na lagoa de Paranaguá, no Piauí.

Bicho-Homem

Grande, atlético, feroz, com um olho só e apenas um pé, que forma no chão uma pegada redonda. Tem dedos monstruosos e aguçadas unhas. É capaz de derrubar a murros uma montanha, beber rios e transportar florestas. Vive escondido nas serranias. É devorador de homens, habita as serras e penhascos do Ceará. (Corrente, em variantes, no Brasil inteiro)

Boi-Vaquim

Boi com asas e chifre de ouro. Mete medo aos campeiros, porque chispa fogo na ponta dos chifres e tem olhos de diamante. (Ser mítico do Rio Grande do Sul)

Bruxas

Tomam vulto, na imaginação do caipira, crenças na existência de bruxas, velhas e fanáticas que se ajudam de bom vinho e sugam, à noite, o sangue das crianças não batizadas. Esconjuram-nas as mães. Para afugentá-las, trazem uma vela benta acesa durante a noite toda, sob o leito do filho, e uma tesoura aberta em forma de cruz.

Cabeça de Cuia

É um homem alto, magro, com grande cabeleira sobre a cabeça em forma de cuia. Devora de sete em sete anos uma mulher chamada Maria e também meninos que nadam no rio. Torna-se terrível nas noites de sexta-feira. (No rio Parnaíba, Piauí).

Canhambora

Homem preto, grande e feio, que rouba crianças. Assombração dos negros mortos a pancadas. Pode ser bicho, metade homem e metade cavalo, que agride caçadores. Tem, por vezes, cabelos compridos até os pés. Ressuscita animais mortos e mata os homens. (Conhecido em Minas Gerais e São Paulo).

Canoa Fantasma

É uma canoa na qual se acham as almas dos bandeirantes, que morreram afogados. As almas surgem nas margens do rio Tietê, embarcam na canoa e descem o rio. O objetivo delas é saber notícias dos parentes e procurar tesouros perdidos. Aparecem ao amanhecer.

Capelobo

No Maranhão, parece uma anta. Têm pêlos longos e negros e patas redondas. A cabeça termina por um focinho como o do porco ou cachorro. Pode ter um só pé, na forma de fundo de garrafa. Alimenta-se de cães e gatos recém-nascidos. Indígenas velhos transformam-se em Capelobos.

Cavalo D’água

Caboclo baixo, musculoso, cor de cobre, rápido nos movimentos e sempre enfezado. É geralmente tido como ser mítico que aparece nos rios a virar embarcações, assombrando e matando. (No Rio São Francisco).

Cavalo das Almas

Animal miraculoso, que percorre as estradas à procura de mortos recentes, que o esperam nas porteiras. As almas vão agrupadas nesse cavalo.

Cobra-Norato

É um rapaz, chamado Honorato, que se encanta numa serpente.Por vezes, solta a carapaça, que o cobre, e mete-se em festa. D madrugada, porém, volta ao suplício. (Aparece no Pará)

Cresce-Míngua

São dois homens bem pequenos, que ficam juntos às porteiras nas estradas. Quando alguém se aproxima deles, aumentam de tamanho, chegando a atingir oito metros de altura. Desaparecendo de repente nas curvas das estradas.

Cuca

É a velha feia que vem assustar ou roubar as crianças desobedientes.

Curaganga Cumaganga

É a sétima filha de um casal. A cabeça lhe sai do corpo, à noite, em forma de bola de fogo e gira à toa pelos campos. Pode aparecer em cima de árvores e bater na porta das casas. Ataca a dentadas. (Maranhão e Pará)

Famaleal

Diabinho minúsculo, que se guarda entro de uma garrafa. Quem possui o Famaleal enriquece milagrosamente, mas tem que pagar com sangue, todas as sextas-feiras, os juros da preciosa relíquia. É preto e tem pés de pato. Nasce do ovo da franga preta, chocado embaixo do braço. (Minas Gerais)

Galo Depenado

Enorme galo, inteiramente sem penas, que se apodera dos bens dos usuários, depois de matá-los. (Mito paulista)

Gorjala

Gigante negro, com bocarra escancarada e faminta. Só tem um olho. Caça homens, metendo-os em baixo dos braços e comendo-os a dentada (Habita as serras e penhascos do Ceará).

Labatut

Nome de um general francês, que deixou fama sinistra no Ceará. É um gigante, de pés redondos, cabelos compridos e revoltos, corpo inteiramente coberto de pêlos ásperos, dentes saindo fora da boca, olho no meio da testa, mãos compridas. Conhecido no Rio Grande do Norte como comedor de crianças.

Lobreu

Duende em formato de lobo. Perigoso. Pega a pessoa que com ele se encontra alta noite e espanca-a impiedosamente. Suas andanças acontecem de quinta para sexta-feira.

Lobisomem

Caboclo doente, extremamente descorado, ressequido e de sombrio aspecto. Produto do sétimo parto, às sextas-feiras, à meia-noite, procura os galinheiros, onde se lambuza nas fezes e delas se alimenta, metamorfoseando-se em um grande cão de enormes orelhas pendentes, que estralam no calor da carreira na qual sai o desgraçado para percorrer sete bairros antes do nascer do sol, em cumprimento ao seu triste destino.

Maçone

É um mítico alto, todo vestido de ferro zincado, focinho comprido, olhos de fogo, pernas tortas e rabo. Vira bode preto altas horas da noite, para matar gente. Anda a procura de recém-nascidos para devorar. (Mito de Sergipe)

Mão de Cabelo

Tem forma humana, esguia, anda envolvida em roupagem branca. As mãos são feixes de cabelos sedosos e macios. Assombra, em São Paulo e Minas Gerais, as crianças que urinam na cama.

Mapinguari

Gigante, com pêlos negros e fome insaciável. Boca rasgada do nariz ao estômago, num corte vertical, e lábios rubros de sangue. Seus pés têm forma de cascos. Devora só a cabeça do homem (Monstro amazonense)

Mito da Rede

É a visão de dois homens do outro mundo a carregar uma rede de defunto. Um terceiro vai ao lado, a espetar o defunto com um objeto pontiagudo. O jeito de livrar-se dessa assombração é rezar um terço. Então, a rede passa e não faz mal a ninguém.

Mulher-do-Algodão

Mulher loura, alta e alva, que vestida de branco, e com algodão na boca, nariz e ouvidos, assombra as crianças que cabulam as aulas e também transeuntes em praças, jardins e parques. Não faz mal a ninguém. (No interior de São Paulo)

Papa-Figo

Negro velho, sujo, vestindo farrapos, que carrega um saco. Pode ser pálido, esquálido, com barba sempre por fazer. Atrai crianças para comer-lhes o fígado, mostrando-lhes brinquedos. Costuma ficar à saída das escolas, jardins e parques.

Pai-do-Mato

Homem de pé de cabra, barbicha e corpo cheio de pêlos. Tem as mãos semelhantes às dos macacos. É de cor escura, idêntica à do porco-do-mato enlameado. Anda no bando desses porcos, cavalgando o maior. É mortal apenas no umbigo e tem urina azul. Raramente aparece ao homem. (Mito de Goiás)

Vitória-Régia

Diz a lenda que a vitória-régia nasceu de uma linda índia que se atirou nas águas do rio Amazonas. A índia era apaixonada pela lua e não se cansava de admirar seu reflexo nas águas. Até que um dia, resolveu se unir à imagem refletida da lua e pulou no rio. A índia transformou-se na vitória-régia, uma planta aquática originária da Amazônia e do Mato Grosso, que tem uma bela flor que só se abre à noite, como se esperasse a hora de admirar a lua.

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